
“Sempre fui apaixonado pelo Flamengo. Vou aos jogos, acompanho e torço por todas as modalidades.” ▬ Bruno Gissoni
Diogo Nogueira e Fernandinho, goleiro do Flamengo na década de 30.

“Ah, o Fla-Flu! Ah, o Fla-Flu! Esse enigma que o amor pelo futebol não ousa dimensionar. Esse jogo de incrédulos, de inexplicáveis, de inobviedades, onde os humilhados são exaltados verdadeiramente, onde os destituídos de talentos são elevados aos píncaros da glória e o singelo e o fortuito se imortalizam.”
Sérgio Gramático Jr

O FLAMENGO E O MONOTEÍSMO DE ESQUERDA
O Flamengo é a ditadura do proletariado, é o povo no poder, a queda da Bastilha combinada com a Revolução Islâmica, a derrota da verdades institucionalizadas e passadas, uma nova ordem carnavalizada e macunaímica – legitimamente brasileira.
O torcedor do Flamengo crê que o clube não apenas é grande, mas que não tem mais para onde crescer. Não há valor na face da Terra que se agregue a uma entidade que surgiu absoluta – por isso o Criacionismo é rubro-negro. Não há evolução porque não há decadência: podem todos os clubes ganhar todos os títulos e taças do universo, que nenhum deles será o que o Flamengo é, foi e será.
Como a natureza que se revolta contra as intervenções humanas e vez por outra mostra sua força sem se subordinar a nada, assim é o Flamengo: ingovernável, à prova de racionalismos humanos. É a camisa que triunfa, como se o Flamengo fosse um tributo que o Vermelho e o Negro oferecem juntos à Vitória.
Sim, o Flamengo criou um totalitarismo à carioca, aceitável apenas porque admite fazer piada de si mesmo. Trata-se de uma torcida que fanfarroneia até sobre seus pernas-de-pau eventuais, enquanto espera a repetição dos milagres que já viu. É uma torcida monoteísta, que advoga a crença num único Zico verdadeiro, que um dia voltará para reinar pela eternidade. Desde então, todos os anos são 1981, todos os rubro-negros vivem 1981, e todos os rivais terão tudo, menos 1981.
Texto de Márvio dos Anjos, blogueiro do GE.
“Enorme, esmagador, capaz de transformar em carnaval um espetáculo de futebol, o Maracanã já é uma lenda. A realidade contudo, é muito maior. A memória que em mim, ficará para sempre do Fla-Flu e, mais, do próprio futebol brasileiro, será desta enorme, pungente, feliz experiência humana.”
Hugh McIlvanney, correspondente do The Observer.
O comentário de Mcllvanney para o Jornal do Brasil após um jogo do Campeonato Carioca em 1969 mostra que não precisa ser Rubro Negro ou Tricolor para entender o que significa o “Clássico das Multidões”. Algo que transcende o jogo dentro das quatro linhas.
“O Fla-Flu começou quarenta minutos antes do nada.”
“Cada jogo entre o Fluminense e o Flamengo parece ser o maior do século.”
Nelson Rodrigues.
Bottinelli sobre Adryan: “Playboy, cara”
HAHAHAHAHAHA. Ele falando playboy com o sotaque espanhol.